
A ideia que saiu do RPG e quis virar um TCG
FRONT começou antes de existir uma regra. Começou com países impossíveis, comandantes, guerras e a vontade de transformar um mundo de RPG em algo que outras pessoas pudessem tocar, montar e disputar.
Primeiro veio o mundo
O ponto de partida não foi uma matemática de cartas. Foi a criatividade de construir um cenário de RPG: a Terceira Guerra Mundial, o Arrebatamento, a invasão do Inferno e dezoito potências que sobreviveram de maneiras incompatíveis.
Cada facção já pedia um modo próprio de lutar. Piratas precisavam roubar. Máquinas precisavam produzir. Uma potência de fortificações precisava vencer ficando junta. O sistema teria de carregar essas diferenças sem transformar o jogo numa enciclopédia.
Por que um TCG físico
A ambição era criar mais que uma coleção de ilustrações. As cartas deveriam formar exércitos reais, com comandante, ordens, construções e unidades. O jogador montaria sua força e levaria também o próprio território para a partida.
O formato físico impôs limites úteis: tudo precisa ser legível, transportável e controlável por duas pessoas numa mesa. Desde o começo, o mapa não seria decoração. Movimento, alcance, terreno e cidades precisariam mudar cada decisão.
O que FRONT quer ser
Um jogo em que a identidade do baralho apareça no campo. Misturar facções é permitido, mas não deve apagar suas fraquezas. Uma carta forte no terreno errado pode perder para uma unidade simples bem posicionada.
O projeto continua em desenvolvimento aberto. A intenção deste diário é registrar inclusive as ideias que foram abandonadas, porque elas explicam por que o sistema atual existe.
