


Origem e consolidação
Refugiados da guerra fugiram para o Pacífico em cargueiros, plataformas e navios militares. A fome e os motins ensinaram que um casco podia valer mais que qualquer bandeira. No século XXIII, doze capitães encerraram uma guerra entre cidades flutuantes ao aceitar a Lei da Presa: tudo que puder ser tomado sem destruir a frota pertence a quem capturou.
Estado, sociedade e estética
Cidadania é uma parte do navio, não um direito de nascimento. Contratos são tatuados, água e alojamento dependem da dívida paga, e condenados trabalham em motores até comprar a liberdade. O Abismo Móvel reúne petroleiros, porta-aviões e plataformas fundidas ao redor do Conselho dos Doze Mastros.
Doutrina de guerra
A Grande Maré não constrói a melhor arma: toma a arma certa no instante em que ela mais vale. Suas cartas desviam suprimentos, copiam bônus e convertem perdas inimigas em oportunidade. No mar, frotas e submarinos dominam; longe do litoral, seus mercenários perdem sustentação.
Fronteiras e relações
A Coalizão a trata como violação viva da ordem; a Ordem Submersa disputa rotas abissais; o Xogunato resiste às incursões nas ilhas. O Novo Sol mantém fortalezas no Caribe. Tratados com a Maré duram enquanto violá-los render menos que cumpri-los.
“O mar não tem dono. O que flutua nele, por outro lado, já está à venda.”
Arquivo político-militar · ano 2600